
Maria Clara Maluf
23 anos · Salvador, Bahia
Olá, sou Maria Clara Maluf, estudante de Ciência da Computação — estou no sexto semestre. Entrei na faculdade de tecnologia com o objetivo de aprender, desenvolver meus próprios negócios e fazer networking, pois contratar desenvolvedor tem um custo alto. Antes de entrar em tech, cursei um semestre e meio de Direito. Gosto de estudar e aprender, então é difícil eu não gostar de um assunto. Estava estudando para uma prova e li sobre tecnologia e Direito, achei incrível — e como em Direito eu já queria empreender, decidi migrar para tecnologia, pois o que eu queria mesmo era empreender em qualquer mercado onde me sentisse chamada.
Em 2023.2, quando entrei na faculdade, idealizei a G.O. — que antes tinha outro nome. Decidi que seria meu primeiro negócio. Comecei a pensar na G.O. pelo esporte: vi o documentário do Neymar na Netflix e percebi como o esporte muda a vida das pessoas e das comunidades ao redor. Esporte também é educação, assim como arte e tantas outras áreas. Nesse período, chamei colegas desenvolvedores para serem sócios, fizemos reunião com contrato de sigilo — eles entraram, me ajudaram em algumas atividades e reflexões, mas um saiu por conta do trabalho, depois o outro, outros amigos entraram e pelo mesmo motivo saíram, eu não tinha como contratá-los e não sabia desenvolver softwares mais “complexos” naquela época, e não tinha agentes de IA como hoje em dia.
Em 2025, participei de um programa de aproximadamente um ano na faculdade. Melhorei a G.O. por lá, fiz o pitch (novembro de 2025) mas não recebi investimento — e infelizmente não recebi feedback, pois como era um programa institucional, esperávamos retorno para melhorar. Mas eu consegui observar falhas, aprendi e melhorei.
Em setembro de 2025 começamos a idealizar e construir a Petly — é a mesma ideia da G.O., mas para cães e gatos de rua. Eu e meus sócios lançamos recentemente e estamos na fase de divulgação.
Desde novembro do ano passado, a G.O. estava na gaveta até eu ver a oportunidade de focar nesse sonho no Clube da Programação, idealizado por Laura Dubugras.
Minha mãe, eu e meu namorado sempre lembramos da G.O. ao ver no jornal estudantes com poucos recursos financeiros que passaram em universidades e não têm como pagar a estadia, o transporte ou os materiais.
Quando comecei, tinha receio de que roubassem minha ideia — mas aprendi que o que importa é a execução. E o que eu mais quero com a G.O. é que ela exista e transforme a vida de milhões, bilhões de estudantes.
Tenho e sempre tive privilégios. Conheço pessoas que não tiveram e não têm — e penso nelas, na desigualdade social. Conheço pessoas que apadrinham estudantes, que já doaram constantemente para a formação de outros — inclusive minha mãe. Sei que tem gente com interesse, mas que não sabe como ajudar. Juntos podemos contribuir com a mudança de vida de muitas pessoas, de suas famílias e comunidades. Acredito que cada pessoa beneficiada se junte a nós no futuro próximo para fortalecer a G.O., e que essa cultura de apoio educacional seja levada adiante mesmo quando eu não estiver mais à frente da plataforma.
Muito obrigada por esse aprendizado. Aprendi muito nas aulas, fiz as atividades e fiz networking na última reunião — troquei LinkedIn com um desenvolvedor de Ciência da Computação do mesmo semestre que o meu, que mora em Dublin.
Obrigada, Laura e equipe. Agradeço também aos jurados Henrique Vaz e Mônica Saggioro pelo tempo e atenção. O feedback de vocês é muito importante para mim, independentemente do resultado da competição.
Atenciosamente,
Maria Clara Maluf